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Em 1923
na pequena cidade de Florianópolis, o futebol era privilégio
apenas de aristocratas. Todas as tardes um grupo de
garotos batia bola nos campos esburacados da rua Frei
Caneca, sonhando em jogar com os "ternos"
(uniformes), como os times do Rio de Janeiro e São Paulo.
Um dia,
o comerciante Amadeu Horn realizou o sonho da gurizada.
De dentro de uma caixa, saíram as camisas listradas
azuis e brancas, calções e meias azuis, chuteiras e
uma bola nova. O uniforme era igual ao do Riachuelo.
Para estrear o uniforme, o adversário seria o Humaitá,
uma equipe forte e valente. O jogo foi num domingo,
com o Campo do Baú lotado. Mesmo em más condições, os
garotos de Horn venceram.
Na euforia
da vitória, alguém falou: "Por que não formamos
um time de verdade?" A idéia foi aceita. Então,
em 1º de setembro de 1923, na casa de Amadeu Horn, tudo
foi preparado. Todos assinaram o livro de atas. Apenas
uma dúvida persistia: o nome do time. Arnaldo Pinto
de Oliveira sugere Avahy, em homenagem à Batalha do
Avahy.
Era o começo
de uma história de glórias e lutas do clube catarinense
com maior número de títulos do século 20.
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